As atividades científicas e técnicas são o manancial de onde surgem os conhecimentos científicos e técnicos que se transformarão, depois de registrados, em INFORMAÇÕES científicas e técnicas.
A informação é o sangue da ciência. Sem informação, a ciência não pode se desenvolver e viver. Sem informação, a pesquisa seria inútil e não existiria o conhecimento. Fluido preciso, continuamente produzido e renovado, a informação só interessa se circula e sobretudo, se circula livremente.
1 – O Crescimento da informação
Atividades de pesquisa nunca tiveram nem vigor nem a extensão que tem hoje em dia. A profissão de fé dos pesquisadores é: “O que é bom para a ciência é necessariamente bom para a sociedade”.
Modelos quantitativos de crescimento – Constatava-se nesses últimos anos, que o crescimento da ciência era “muito mais ativo e muito mais vasto em seus problemas do que qualquer outra espécie de crescimento hoje ocorrendo no mundo”
As características qualitativas do crescimento – Não é pelo fato de dois países ou duas disciplinas produzirem o mesmo número de artigos que gozarão do mesmo estado de saúde científica. Dá-se, conforme o momento, mais atenção a uma ou a outra disciplina; ora à teoria, ora à experimentação.
As características atuais de crescimento – Ao lado desse crescimento muito particular do conhecimento e da informação, outras características permitem compreender o porquê do elevado lugar que a ciência e a tecnologia ocupam atualmente na hierarquia dos fatores sociais. Tais como:
Ampliações dos setores onde se exerce esse conhecimento
Movimento de síntese e um profundo desejo de unidade – A interdisciplina é um grande exemplo.
Aparecimento de novos produtos / processos de produção – fibra ótica, miniaturização, automação, novas atividades e novas empresas.
2 – Os atores da construção: a comunidade científica
A comunidade científica é o grupo social formado por indivíduos que têm como profissão a pesquisa científica e tecnológica.
Os pesquisadores tem um papel importante onde eles colocam a disposição da sociedade a sua pesquisa e constatação do conhecimento. Ganha o pesquisador que primeiro publica a informação.
Mas o pesquisador transfere gratuitamente para a sua comunidade científica as informações que detém.
3 – As instituições
Os membros dessas comunidades trabalham em certo número de instituições de natureza social e econômica, com academias, sociedades científicas, associações de pesquisadores, laboratórios e universidades.
Yves-Fraçois, batiza 5 etapas dessas institucionalizações:
O cientista isolado – homem desprovido de apoio institucional;
O amadorismo científico – reunião de pares de pesquisadores;
A ciência acadêmica – dedicação integral nos trabalhos;
A ciência organizada – proporciona um programa de desenvolvimento da pesquisa e de formação para a pesquisa.
A mega ciência – caracteriza-se pelas dimensões dos laboratórios, orçamentos de pesquisa, complexidade dos equipamentos e a comunidade profissional.
4 – Uma construção acelerada
Uma profissionalização generalizada da pesquisa / um aumento dos meios utilizados / um aumento dos pesquisadores.
Tudo isso ajuda na construção da informação.
FONTE: Yves-Fraçois