“A ergonomia tem como objeto as comunicações entre homens e ‘máquinas’, o homem como usuário, consumidor, operador, controlador, trabalhador.
Os ergonomistas, ao projetarem equipamentos, produtos, estações de trabalho e sistemas, objetivam maximizar o conforto, a satisfação e o bem-estar, garantir a segurança e minimizar os custos humanos do trabalho e a carga física, psíquica e cognitiva do operador.
Resulta, conseqüentemente, um segundo objetivo, que é permitir ao homem utilizar da melhor maneira e por mais tempo possível suas experiências, habilidades e potencialidades.
A Ergonomia visa adaptar o trabalho e o ambiente físico do trabalho ao homem. Seu objetivo é, portanto, primacialmente humano.
Sua ação pode ter igualmente efeitos econômicos – aumentando a qualidade da produção, o rendimento do trabalho, a produtividade do sistema – mas, do nosso ponto de vista, uma ação que vise apenas objetivos econômicos é uma ação de organização e não uma ação ergonômica.
Cumpre fazer esta distinção:
- por um lado, porque os conhecimentos e técnicas colocados em prática na empresa não permitem, por si só, distinguir aquilo que pertence à Ergonomia, daquilo que faz parte da organização do trabalho e mesmo da engenharia;
- por outro lado, para recordar que a vocação da Ergonomia é de estar, primacialmente, a serviço do homem no trabalho.”
RÉGNIER, Jacques. L’amélioration des conditions de travail dans l’industrie.
Paris, Masson, 1980. 176 p.
FONTE: Anamaria de Moraes