O que caracteriza as quatro disciplinas que foram atuantes, até o presente, no campo da informação – a biblioteconomia, a museoconomia, a documentação e o jornalismo é que todas atribuíram um interesse particularmente grande aos suportes da informação e não a própria informação.
A Biblioteconomia – união de duas palavras, biblioteca e economia ( está no sentido de organização, administração e gestão), a biblioteconomia não é nem uma ciência, nem uma tecnologia, mas uma prática de organização: a arte de organizar bibliotecas.
Ela responde aos problemas suscitados: pelos acervos, pela biblioteca e pelos leitores e os usuários.
A Museoconomia – também empurrada em direção a uma economia do museu, no mesmo sentido de gestão, organização e administração.
Em primeiro constitui também uma prática de organização, a arte de organizar museus, mais do que uma ciência e uma tecnologia rigorosas. Responde pelos problemas suscitados: acervos e reservas técnicas, pelo próprio museu como serviço organizado e pelos visitantes e usuários.
A Documentação – No final do século XIX, os problemas bibliográficos começavam a tornar-se complexos para os pesquisadores que não encontravam nas bibliotecas meios de acesso aperfeiçoados a documentos cada vez mais variados. Havia a necessidade de uma nova tecnologia, de um novo conjunto de técnicas para organizar, analisar os documentos, descrevê-los, resumi-los, técnicas que diferem das técnicas biblioteconômicas tradicionais. Essa tecnologia era a documentação. Ao contrário da biblioteconomia e da arquivística, a documentação recorre a técnicas não-convencionais de organização e análise, não mais apenas de livros, mas de qualquer tipo de documento.
O Jornalismo – A história quis que, tanto no que diz respeito à profissão quanto à pesquisa, ele se desenvolve separadamente, nos diferentes quadros das indústrias da comunicação.
Fonte: Yves-François