As ciências, tanto da matéria, da vida, quanto do homem ou da sociedade, sendo atividades socioeconômicas, são, portanto produtoras e utilizadoras de conhecimentos científicos e técnicos. O sistema de pesquisa assemelha-se muito a um sistema econômico. Pode-se assim representá-lo a partir do esquema econômico clássico: PRODUÇÃO – DISTRIBUIÇÃO – CONSUMO.
Construção, portanto, dos conhecimentos científicos e tecnológicos que se tornarão, uma vez registrados, em forma escrita ou oral, imprensa ou digital, informações cientificas e tecnológicas. Pela mesma razão, para descrever as duas outras fases do que chamamos ciclo da informação, utilizaremos a palavra comunicação no lugar de distribuição e uso no lugar de consumo.
Os três processos – CONSTRUÇÃO – COMUNICAÇÃO E USO, se sucedem e se alimentam reciprocamente.
Este modelo permite libertarmo-nos daquele, habitual mas simplista, dos meios de comunicação de massa, que limita a comunicação a uma relação bilateral: Informador e Informado. Ou pior, do modelo da teoria da informação, que torna essa relação linear e crê melhorá-la ao inserir nela a mensagem. Encontramos tal modelo na célebre cadeia documentária. Canal, Código, Ruído e Retroalimentação… vieram aprimorá-la, mas não a transformaram em um modelo de comunicação social.
O modelo resultante, largamente difundido, coloca em uma cena um “emissor” que “comunica” uma mensagem ao “receptor”.
A comunicação é, portanto, o processo intermediário que permite a troca de informações entre pessoas. Podemos concluir, com Escarpit (Théorie générale de l’information ET de La communication), que a comunicação é um ato, um processo, um mecanismo, e que a informação é um produto, uma substância, uma matéria.
Fonte: Yves-François Le Coadic