Leis da Gestalt e a Marca Canção Nova

Leis da Gestalt e a Marca Canção Nova

A Teoria da Gestalt, mediante aos inúmeros experimentos, descobriu certas leis que regem a percepção humana das formas, essas leis são conclusões sobre o comportamento natural do cérebro, quando age no processo de percepção.
Max Wertheimer propõe em seu “Raciocínio Visual”, certos princípios de que quando houver mais de dois elementos na forma: nesse caso, o que seria figura? E fundo? Por quê?
O próprio Kurt Koffka comenta sobre isso em seu livro – “Princípios de Psicologia da Gestalt”.

Incluiremos agora em nossa discussão também aqueles padrões que já não são contínuos, linhas e pontos. Eles nos fornecerão a prometida prova de dois princípios de organização que já mencionamos antes, a saber, a proximidade e o fechamento. Para uma análise completa, o leitor deve recorrer ao artigo original de Wertheimer (1923) e aos ensaios de Kohler (1925, 1930). (KOFFKA, 1886, p.174)

Na marca Canção Nova acontece este principio de Wertheimer. São três elementos que quando unidos representam a missão e o carisma da Canção Nova. De imediato não se faz a leitura dos elementos separados, mas, de um símbolo que já convencionou e este representa a Canção Nova.
A teoria da Gestalt, foi extraída de uma rigorosa pesquisa e experimentação, sendo assim vai sugerir uma resposta aos porquês de umas formas agradarem mais que outras. Segunda as teorias da Gestalt, quando olhamos para uma forma não vimos suas partes isoladamente, mas sim seu conjunto, o todo. Para a nossa percepção, que é resultado de uma percepção global, as partes são inseparáveis do todo.

A Gestalt, após sistemáticas pesquisas, apresenta uma teoria nova sobre o fundamento da percepção. Segunda essa teoria, o que acontece no cérebro não é idêntico ao que acontece na retina. A excitação cerebral não se dá em pontos isolados, mais por extensão. Não existe, na percepção da forma, um processo posterior de associação das várias sensações. A primeira sensação é da forma, já é global e unificada. (GOMES FILHO, 2006, p. 19)

Quando se observa a marca da Canção Nova (vide figura 11) de imediato não se identifica os três elementos (violão, pomba e mãos), mas, um conjunto de formas, que comunicam uma identidade, um ideal: Deus.

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Figura 11. Marca Canção Nova

Para Gomes Filho as Leis da Gestalt são:
Unidade: constituí a parte de um único elemento ou o complemento de um todo. Cada unidade pode se diferenciar de si mesma ou do todo devido suas características próprias.
Na marca Canção Nova encontramos a unidade no símbolo, na tipologia, mas, dentro do símbolo também identifica os outros três elementos.
Segregação: Segregação: capacidade perceptiva de separar, identificar ou destacar unidades formais ou em partes de um todo. Pode segregar uma ou mais unidades, dependendo dos estímulos produzidos pelo campo visual.
A segregação acontece quando isolamos os três elementos que compõe a marca. Após uma observação mais objetivada os elementos se destacam de imediato. Isto será abordado com abrangência no terceiro capítulo do projeto.
Unificação: Quando o objeto possui campos de igualdade ou semelhança, o cérebro tende a unificá-lo, fazendo- o perceber um único objeto. A unificação ocorre quando há: harmonia, equilíbrio, coerência da linguagem ou estilo formal das partes ou do todo, presentes no objeto ou na composição. Para que haja a unificação na forma, dois itens são de grande importância: a proximidade e a semelhança.
A unificação acontece na marca quando a observamos e unimos os elementos, verifica-se a unificação, pois todos os elementos estão diretamente ligados um no outro.
Fechamento: tem sua importância para a formação de unidades. A sensação de fechamento é dada quando a forma se encontra em uma ordem estrutural definida, em que haja a formação de uma figura mais fechada, mais completa, mais definida.
Na marca isto acontece facilmente, o fechamento é preciso que da uma verdadeira simetria e continuidade.
Continuidade: é a sensação de que as partes se sucedem através da organização perceptiva da forma. É a tendência dos elementos em acompanhar uns aos outros. Objetiva alcançar a melhor forma possível, de estrutura mais estável.
A marca é estável. A sensação de continuidade é exata. Mão, violão e pomba estão em uma organização tão precisa que não se pode permitir de separá-los, retalhá-los. A marca não permite um corte qualquer, pois, isso dificultará a cognição da marca.
Proximidade: Elementos ópticos próximos uns dos outros tendem a serem vistos juntos e acabam constituindo um todo ou unidades dentro de um todo.
Semelhança: estabelecer agrupamento, onde tendem a construir unidades; pela forma, cor, linhas, pontos, favorecem a semelhança.
Pregnância da Forma: podemos dizer que os elementos com maior pregnância visual são aqueles com maior: equilíbrio, clareza, unidade e harmonia, ou seja, quanto mais fácil o entendimento visual, maior será sua pregnância, enfim, uma Boa Gestalt. João Gomes Filho, diz: “A pregnância é a lei básica da Percepção Visual da Gestalt.”
A pragnância da forma está na marca da Canção Nova. Equilíbrio, clareza e harmonia estão incutidas na marca.
Para o entendimento mais apurado das leis da Gestalt, vemos a figura a seguir:

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Figura 12. Leis da Gestalt
Fonte: GOMES FILHO, 2006

Para confirmar estas leis da Gestalt e a pregnância da forma, Arnheim complementa com as categorias conceituais que são embasadas na harmonia, no contraste e no equilíbrio visual, tendo suas respectivas propriedades e desdobramentos, ajudando como grandes forças de organização formal.
Estas categorias conceituais são: harmonia, desarmonia, equilíbrio, desequilíbrio, contraste, clareza, simplicidade, complexidade, minimidade, profusão, coerência, incoerência, exageração, arredondamento, transparência física, transparência sensorial, opacidade, redundância, ambigüidade, espontaneidade, aleatoriedade, fragmentação, sutileza, difusidade, distorção, profundidade, superficialidade, seqüencialidade, sobreposição, ajuste ótico, ruído visual. Dentre estas categorias apresentadas, quatro estão relacionadas ao trabalho.
Harmonia: é a disposição formal e a organização no todo ou entre as partes de um todo. Nela predominam os fatores de equilíbrio, de ordem, de regularidade visual na composição, possibilitando leitura simples e clara.
Equilíbrio: é o estado de distribuição das forças que agem sobre um corpo, e se compensam mutuamente, por meio de forças de igual resistência que puxam em forças opostas.
Os conceitos de harmonia e equilíbrio estão contidos na marca da Canção Nova. Isto faz com que a marca precise de uma manual, pois, um erro que mínimo na aplicação da marca poderá causar um gravíssimo erro e distorção da marca. As proporções deverão ser bem explicitadas no manual para não ocorrer riscos de dissociação da marca com o seu objetivo e ideal (oração, canto e fé).

Não se percebe nenhum objeto como único ou isolado. Ver algo implica em determinar-lhe um lugar no todo: uma localização no espaço, uma posição na escala de tamanho, claridade ou dinâmica. (ARNHEIM, 1980, p.4)

Como afirma Arnheim, “É claro que o equilíbrio não requer simetria”. Mas para obter um resultado considerável é preciso um ajuste de muitas forças, mas quando conseguido, se uma valorização extraordinária do objeto, ou a composição do ponto de vista plástico ou da instigação psicológica.
Existem duas propriedades dos objetos visuais que exercem uma influência particular no equilíbrio: o peso e a direção.
A direção da forma pode ser equilibrada pelo movimento em direção a um centro de atração. O assunto na arte cria também uma direção, ele pode definir um movimento, um avanço ou um retrocesso.
No terceiro capítulo poderá observar estas propriedades que Arnheim afirma.
Segundo Arnheim (1980, p.28), “O equilíbrio continua sendo a meta final de qualquer desejo a ser realizado, de qualquer trabalho a ser completado, de qualquer problema a ser solucionado.” Observando a direção e o equilíbrio, pode-se conseguir uma concepção mais completa, que ativa a mente humana.
Contraste: poderosa ferramenta de expressão. Ele tem a tendência ao equilíbrio absoluto, estimula e atrai a atenção.
Cor: parte mais emotiva do processo visual, possui grande força para poder empregar a expressão e reforçar a informação. A cor pode ser explorada diversificadamente: funcionais, psicológicas, mercadológicas entre outras.
Arnheim sobre as cores afirma que:

Ninguém nega que as cores carregam intensa expressividade, mas ninguém sabe como tal expressividade ocorre. [...] Diz-se que o vermelho é excitante porque nos faz lembrar fogo, sangue e revolução. O verde suscita os pensamentos restauradores da natureza, e o azul é refrescante como a água. [...] O efeito da cor é demasiadamente direto e espontâneo para ser apenas o produto de uma interpretação ligada ao que se percebe pelo conhecimento. (ARNHEIM, 1980, p. 358)

O contraste e a cor serão exemplificados com precisão no quarto capítulo quando mostrará os erros de aplicações em fundos coloridos e fundos com cromia.
Para Aline Wheeler a cor precisa resolver a questão, assim afirmando em seu livro: “Você não tem que gostar de uma cor. Apenas tem que determinar se ela está fazendo o que tem que fazer.” (WHEELER, 2007, p. 119 apud Laura Silverman, Consultora de Comunicação)

FONTE: Manual de Aplicação da Marca Canção Nova – Marcos Jolbert

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2 Responses to Leis da Gestalt e a Marca Canção Nova

  1. Matheus Muller says:

    Artigo muito interessante, assim como todo o resto do manual de aplicação da marca.
    Maz o texto ficou bem cansativo de se ler neste formato, recomendo que sejam usados mais subtitulos, listas, etc.

  2. Marcos Jolbert says:

    Matheus muito obrigado pelo comentário estarei revendo a forma dos textos.
    Esteja sempre livre em fazer seus comentários.
    Abraços

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