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	<title>Marcos Jolbert &#187; biblioteconomia</title>
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	<description>Design, IHC, User Experience (UX), Arquitetura de Informação, Ciência da Comunicação e Informação, IPTV e Engenharia Elétrica</description>
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		<title>Modernização de Bibliotecas no Brasil</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 16:36:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Jolbert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão da Informação]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteconomia]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
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		<description><![CDATA[Prefeituras de municípios com até 20 mil habitantes devem enviar propostas até 25 de janeiro de 2010. O Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura, modernizará 100 bibliotecas públicas em municípios com até 20 mil habitantes. O investimento &#8230; <a href="http://www.marcosjolbert.com/modernizacao-de-bibliotecas-no-brasil/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;">Prefeituras de municípios com até 20 mil habitantes devem enviar propostas até 25 de janeiro de 2010.</h4>
<div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;">O Ministério da Cultura, por meio do <strong>Programa Mais Cultura</strong>, modernizará 100 bibliotecas públicas em municípios com até 20 mil habitantes. O investimento do MinC é de R$ 3,285 milhões.</div>
<p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;">As prefeituras interessadas em participar do edital nacional devem enviar propostas até 25 de janeiro de 2010 para o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas/Fundação Biblioteca Nacional (Rua da Imprensa, nº 16, Sala 1.102 &#8211; Palácio Gustavo Capanema – Centro – CEP 22030-120 &#8211; Rio de Janeiro, RJ).</p>
<p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;">O edital está disponível  nas páginas eletrônicas do Ministério da Cultura, no <em>link</em> Editais e Premiações, e do Programa Mais Cultura. Os projetos contemplados receberão kit composto de mil livros, mobiliários, almofadas, pufes, tapetes e telecentro digital com 11 computadores conectados à internet banda larga.</p>
<p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;">Segundo o diretor de Livro, Leitura e Literatura do MinC, Fabiano dos Santos Piuba, a ação tem por objetivo estimular o gosto pela leitura e tornar as bibliotecas espaços culturais dinâmicos e atrativos. “Não é suficiente ter a biblioteca, é preciso que ela seja um espaço cultural dinâmico, apropriado pela comunidade a que atende”, afirma.</p>
<p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;">Entre 2008 e 2009, o Mais Cultura investiu R$ 22,5 milhões para modernizar 410 bibliotecas públicas municipais em todo o país. Dessas, 299 localizadas nos Territórios da Cidadania.</p>
<p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;">Outros R$ 21,2 milhões estão previstos para modernizar 576 bibliotecas a partir de 2010, por meio de editais pactuados com os governos estaduais. O Governo Federal investe 66% dos recursos e os estados aportam 33% de contrapartida.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.cultura.gov.br/">Ministério da Cultura do Brasil</a></p>
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		<title>Universidade Aberta do Brasil e Capes</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 11:39:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Jolbert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão da Informação]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteconomia]]></category>
		<category><![CDATA[capes]]></category>
		<category><![CDATA[cienciadainformacao]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia 29 de outubro, o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) assinou junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) um acordo de parceria para implantação do curso de Biblioteconomia na modalidade à distância no Brasil. Segundo &#8230; <a href="http://www.marcosjolbert.com/universidade-aberta-do-brasil-e-capes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 29 de outubro, o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) assinou junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) um acordo de parceria para implantação do curso de Biblioteconomia na modalidade à distância no Brasil.<br />
Segundo a Presidente do CFB, Nêmora Rodrigues, o acontecimento é um marco na história do ensino e, consequentemente, da profissão de bibliotecário no país: “enquanto outras profissões estão sendo surpreendidas pela proliferação de cursos de educação a distância, a Biblioteconomia acompanha a evolução da educação e do uso das ferramentas tecnológicas, garantindo, antes de tudo, a qualidade do curso a ser oferecido”, ela afirma. “Somente os cursos em EAD acompanhados pelo Sistema CFB/CRB terão os profissionais egressos registrados nos conselhos regionais”.<br />
Para operacionalizar esse trabalho junto à <a href="http://www.uab.capes.gov.br/" target="_blank">Universidade Aberta do Brasil</a> (UAB/Capes) foram observados pressupostos da Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação (ABECIN), bem como diretrizes curriculares elaboradas para a graduação em Biblioteconomia estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Para isso foram adotados seis eixos temáticos:</p>
<ol>
<li>Fundamentos teóricos da Biblioteconomia e Ciência da Informação</li>
<li>Organização e representação da informação</li>
<li>Recursos e serviços de informação</li>
<li>Gestão da informação</li>
<li>Tecnologias de informação e comunicação</li>
<li>Políticas e gestão de unidades, sistemas e serviços de informação</li>
</ol>
<p>O projeto pedagógico está sendo acompanhado por um grupo de trabalho composto por bibliotecários doutores com elevada produção científica em cada um dos eixos citados para atuar junto à UAB, que são:</p>
<ol>
<li>Prof.ª Dra. Henriette Ferreira Gomes (UFBA) &#8211; Fundamentos teóricos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação;</li>
<li>Prof.ª Dra. Lídia Alvarenga (UFMG) e Prof. Dr. José Augusto Guimarães (UNESP/<br />
Marília) &#8211; Organização e representação da informação;</li>
<li>Prof.ª Dra. Helen Beatriz Rozados (UFRGS) &#8211; Recursos e serviços de informação;</li>
<li>Prof.ª Dra. Marta Lígia Pomim Valentin (UNESP/Marília) &#8211; Gestão da informação;</li>
<li>Prof.ª Dra. Sely Maria de Souza Costa (UnB) &#8211; Tecnologia de informação e comunicações e</li>
<li>Prof.ª Dra. Célia Regina Simonetti Barbalho (UFAM) &#8211; Políticas e gestão de unidades, sistemas e serviços de informação.</li>
</ol>
<p>A previsão de início da primeira turma do curso é março de 2010.</p>
<p>Fonte: <a href="http://katyushasouza.blogspot.com" target="_blank">Katyusha Souza</a></p>
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		<title>As primeiras disciplinas</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 11:09:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Jolbert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão da Informação]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteconomia]]></category>
		<category><![CDATA[cienciadainformacao]]></category>
		<category><![CDATA[disciplinas]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[museoconomia]]></category>

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		<description><![CDATA[O que caracteriza as quatro disciplinas que foram atuantes, até o presente, no campo da informação – a biblioteconomia, a museoconomia, a documentação e o jornalismo é que todas atribuíram um interesse particularmente grande aos suportes da informação e não &#8230; <a href="http://www.marcosjolbert.com/as-primeiras-disciplinas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que caracteriza as quatro disciplinas que foram atuantes, até o presente, no campo da informação – a biblioteconomia, a museoconomia, a documentação e o jornalismo é que todas atribuíram um interesse particularmente grande aos suportes da informação e não a própria informação.</p>
<p>A Biblioteconomia – união de duas palavras, biblioteca e economia ( está no sentido de organização, administração e gestão), a biblioteconomia não é nem uma ciência, nem uma tecnologia, mas uma prática de organização: a arte de organizar bibliotecas.</p>
<p>Ela responde aos problemas suscitados: pelos acervos, pela biblioteca e pelos leitores e os usuários.</p>
<p>A Museoconomia – também empurrada em direção a uma economia do museu, no mesmo sentido de gestão, organização e administração.</p>
<p>Em primeiro constitui também uma prática de organização, a arte de organizar museus, mais do que uma ciência e uma tecnologia rigorosas. Responde pelos problemas suscitados: acervos e reservas técnicas, pelo próprio museu como serviço organizado e pelos visitantes e usuários.</p>
<p>A Documentação – No final do século XIX, os problemas bibliográficos começavam a tornar-se complexos para os pesquisadores que não encontravam nas bibliotecas meios de acesso aperfeiçoados a documentos cada vez mais variados. Havia a necessidade de uma nova tecnologia, de um novo conjunto de técnicas para organizar, analisar os documentos, descrevê-los, resumi-los, técnicas que diferem das técnicas biblioteconômicas tradicionais. Essa tecnologia era a documentação. Ao contrário da biblioteconomia e da arquivística, a documentação recorre a técnicas não-convencionais de organização e análise, não mais apenas de livros, mas de qualquer tipo de documento.</p>
<p>O Jornalismo – A história quis que, tanto no que diz respeito à profissão quanto à pesquisa, ele se desenvolve separadamente, nos diferentes quadros das indústrias da comunicação.</p>
<p>Fonte: Yves-François</p>
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		<title>O futuro sem livros</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 12:32:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Jolbert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão da Informação]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteconomia]]></category>
		<category><![CDATA[informacao]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre a gestão da informação, encontrei este texto do Fabiano Caruso, falando da biblioteconomia, mas vale interpretar o texto na área da gestão da informação e aplicá-la na nossa vida. Vale a pena filosofar sobre este texto&#8230;. Durante a minha &#8230; <a href="http://www.marcosjolbert.com/o-futuro-sem-livros/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a gestão da informação, encontrei este texto do <a href="http://fabianocaruso.com/" target="_blank">Fabiano Caruso</a>, falando da biblioteconomia, mas vale interpretar o texto na área da gestão da informação e aplicá-la na nossa vida. Vale a pena filosofar sobre este texto&#8230;.</p>
<p>Durante a minha formação dediquei minhas pesquisas e exercicio profissional a compreender qual seria o papel da Biblioteconomia na sociedade em um mundo sem Bibliotecas. Durante esta busca, acabei desencantando-me da academia, saí da Biblioteca Especializada em que trabalhei de 2004 a 2007 e comecei a trabalhar com o que acredito ser uma espécie de profissional pós-biblioteconomia.</p>
<p>O que seria este pós-bibliotecário? É um profissional que percebeu que as Bibliotecas são apenas um meio, uma instituição importante que tem por objetivo garantir e preservar a autonomia e intelectual e estimular a colaboração e a formação de comunidades entre os cidadãos.  Independente da existência ou não das Bibliotecas, enquanto este ethos for preservado, o importante não será perdido e a profissão continuará encontrando novos caminhos para justificar a sua existência na sociedade. Esta é a minha interpretação sobre o &#8220;preservar o cunho liberal e humanista da profissão, fundamentado na liberdade de investigação científica e na dignidade da pessoa humana&#8221; no código de ética profissional do Bibliotecário.</p>
<p>De certa forma a Biblioteconomia no Brasil perdeu-se. Na década de 90 ela teve a chance de reinventar-se, mas seguiu um caminho triste. Um dos elementos representativos é a introdução do conceito de Unidades de Informação, como forma de ampliar o escopo de atuação dos Bibibliotecários e Documentalistas – mas que representa técnica sem ethos. Muitos perderam-se (ou encontraram-se) em temas e tendências como Gestão da Informação, Gestão do Conhecimento e Arquitetura da Informação. Alguns mais interessados começaram a buscar a Biblioteca 2.0 – até eu durante a graduação – mas restringiram o buzz 2.0 a ferramantas.</p>
<p>Qual seria o futuro para o Bibliotecário sem os livros impressos? Eu realmente não posso prever em definitivo, mas irei propor algumas alternativas, e apresentar um pouco do caminho profissional que segui, na segunda parte deste post.</p>
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		<title>A bilblioteconomia</title>
		<link>http://www.marcosjolbert.com/a-bilblioteconomia/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 18:05:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Jolbert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão da Informação]]></category>
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		<description><![CDATA[Texto sobre a biblioteconomia, muito bom para quem se preocupa com a gestão da informação. Recomento a leitura e a visitação no blog de referência http://bibliorafa.blogspot.com Boa leitura a todos! A Biblioteconomia é a ciência que estuda os aspectos do uso &#8230; <a href="http://www.marcosjolbert.com/a-bilblioteconomia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto sobre a biblioteconomia, muito bom para quem se preocupa com a gestão da informação. Recomento a leitura e a visitação no blog de referência <a href="http://bibliorafa.blogspot.com" target="_blank">http://bibliorafa.blogspot.com</a></p>
<p>Boa leitura a todos!</p>
<p>A Biblioteconomia é a ciência que estuda os aspectos do uso e da disseminação da informação através de serviços e produtos informacionais. Esta ciência reúne uma serie de técnicas e procedimentos, para gerenciamento de informações, nos mais diversos espaços. Etimologicamente Biblioteconomia é a junção de três palavras gregas: biblíon (livro) + théke (caixa) + nomos (regra), ou seja, “conjuntos de regras de acordo com as quais os livros são organizados em espaços apropriados”.</p>
<p>Palavras e significados fazem com que a Biblioteconomia carregue uma série de estigmas que acabam por limitar o seu campo de atuação e de seus profissionais; comumente costuma-se associara imagem do bibliotecário a de um profissional que passa todo arrumando livros nas estantes. O que é uma grande inverdade, já que o profissional de Biblioteconomia é um gestor de informações que passa anos de sua vida estudando formas de levar a informação correta em tempo hábil para que seus usuários saiam satisfeitos e com suas dúvidas resolvidas.</p>
<p>A Biblioteconomia é uma ciência milenar que sempre atuou dando suporte as demais áreas do conhecimento. Como imaginar a ciência sem informação? O que seriam das pesquisas científicas sem o apoio informacional das bibliotecas e centros de documentação e/ou informação?</p>
<p>Mas se a Biblioteconomia é tão importante e funcional para as outras ciências então por que ainda existem os rótulos e os preconceitos com os profissionais da área? Não vou cair no mérito da questão se o bibliotecário é ou não valorizado na sociedade atual, pois, acho essa uma discussão antiga e até mesmo caduca. A valorização vem do empenho dos profissionais e da contribuição social da área.</p>
<p>Mas retornando a pergunta anterior por que então a Biblioteconomia fica à sombras das outras ciências? Vou arriscar uma resposta: Os modelos atuais de graduação em Biblioteconomia ainda são arcaicos e deixam de focar pontos importantes a formação do bibliotecário, como podemos pensar em sociedade da informação, sociedade em rede ou sociedade do conhecimento sem preparar os profissionais da informação para atuarem na web? A internet é uma importante disseminadora de informações e não respeita o limite espaço-temporal, mas onde estão os bibliotecários na web? Onde está a aplicação do “profissional que gerencia a informação em qualquer lugar independente do suporte”?</p>
<p>Arrisco a dizer que a Biblioteconomia só irá sair do lado obscuro da força, quando perceber que a internet é muito mais que uma ferramenta, e sim uma poderosa aliada e também um grande desafio.</p>
<p>A nova geração de usuários tem uma afinidade enorme com sistemas computacionais e com o ambiente web, e toda essa afinidade fez com que eles aprendessem a utilizá-la efetivamente.</p>
<p>Por isso para nós que somos profissionais da informação é inconcebível não determos o conhecimento mínimo sobre internet para auxiliarmos nossos usuários. Esses jovens e adolescentes têm a sua disposição um volume inimaginável de informações com apenas um clique. Por isso os modelos atuais de gerenciamento de informação possivelmente não irão satisfazer as suas necessidades informacionais e de entretenimento.</p>
<p>O que precisamos para ganhar notoriedade em nosso trabalho é mudar o conceito que sem tem sobre o bibliotecário adotando uma postura mais versátil e moderna que não apenas acompanhe as mudanças, mas também se antecipe a elas.</p>
<p>O que a sociedade do conhecimento precisa é cada vez mais de Bibliotecários Virtuais, Web Searches, Gestores de Conhecimento, Arquitetos de Informação, Gestores de Sistemas de Informação, Mediadores da Informação, Analistas de Informação na web e fora dela. O trabalho nas bibliotecas é importantíssimo, mas, este representa apenas uma vertente do trabalho dos profissionais da Biblioteconomia.</p>
<p>Precisamos ir mais além&#8230;</p>
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		<title>Entrevista sobre AI &#8211; Arquitetura de Informação</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 11:58:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Jolbert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão da Informação]]></category>
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		<description><![CDATA[Amigos encontrei esta entrevista datada do mês de setembro, mas é tão boa que resolvi publicá-la na integra. Entrevista concedida a Anderson Batista da UFMG (04/09/2009) Anderson &#8211; Sei que você é arquiteto de informação, consultor em gestão da informação, &#8230; <a href="http://www.marcosjolbert.com/entrevista-sobre-ai-arquitetura-de-informacao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos encontrei esta entrevista datada do mês de setembro, mas é tão boa que resolvi publicá-la na integra.</p>
<p>Entrevista concedida a Anderson Batista da UFMG (04/09/2009)</p>
<p><strong>Anderson &#8211; Sei que você é arquiteto de informação, consultor em gestão da informação, autor do blog &#8220;Bibliotecário Virtual&#8221; e ainda membro efetivo da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC). Minha pergunta é: como surgiu o interesse pela arquitetura da informação, especificamente?</strong></p>
<p>Comecei a me interessar por arquitetura de informação através de um artigo da professora Úrsula Blattman tratando de AI em 2007 (foi a primeira vez que ouvi falar da área) depois disso comecei a acompanhar o Blog de Katyusha Souza (Bibliotecária e Arquiteta de Informação) Autora do Abrindo Espaço (<a href="http://katyushasouza.blogspot.com/"><span style="text-decoration: underline;">katyushasouza.blogspot.com</span></a>)</p>
<p>A partir daí não parei mais de estudar o tema. Em 2008 comecei a escrever minha monografia sobre Sistemas de Informação empresariais, mas percebi que o trabalho não passava de &#8220;um trabalho de administração feito por um bibliotecário&#8221; nada de especial, e como já conhecia AI por hobby resolvi juntar as duas coisas e criar um trabalho diferente que focasse o nosso papel na web.</p>
<p><strong>Anderson &#8211; Você já disse algumas vezes que os currículos de Biblioteconomia encontram-se atualmente engessados, o que impede que, muitas vezes, os estudantes tenham um leque maior de perspectivas profissionais com relação ao futuro. Em sua opinião, qual deve ser a atitude que nós, enquanto estudantes devemos tomar diante desse cenário tão &#8220;engessado&#8221;?</strong></p>
<p>Na verdade eu mudei um pouco essa opinião. Os currículos de Biblioteconomia não estão tão engessados assim, eles ainda não são o que podemos chamar de ideal, mas, acredito que nosso grande problema é uma falta de direcionamento da profissão de bibliotecário para atuação na web, o conhecimento adquirido na faculdade é justamente o que precisamos, mas não somos orientados sobre como aplicá-los na internet. Lógico que disciplinas focadas em AI, Ergonomia e Usabilidade fariam diferença, no entanto, acredito mais numa mudança de postura dos profissionais e pesquisadores.</p>
<p><strong><br />
Anderson &#8211; Há alguns arquitetos da informação que enfatizam uma relação próxima entre Biblioteconomia e Arquitetura da Informação, outros já dizem que as duas são a mesma coisa, outros já não reconhecem tanta semelhança. E você, o que acha disso?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Como faço parte dos dois universos, sou bibliotecário por formação e atuo como arquiteto de informação na Avansys, o que posso dizer é que a Arquitetura de Informação não exclui a Biblioteconomia nem o contrario, considero que falta é uma integração maior entre as áreas. Vale salientar que os pais da AI (Peter Morville e Louis Rosenfiled) são ambos bibliotecários fundadores da Argus. Foram eles que definiram as bases da Arquitetura de Informação que temos hoje no mundo. Eles próprios chamam atenção de que os conhecimentos advindos da Biblioteconomia são muito fundamentais para a AI. Para mim, temos áreas complementares com um objeto de estudo em comum: a informação</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Anderson &#8211; Entre os &#8220;pré-requisitos&#8221; para se tornar um arquiteto da informação nota-se a exigência de conhecimentos sólidos de informática, programação entre outros. É preciso ser um <em>expert</em> em computadores para ser um bom profissional de AI? Há um perfil para o futuro profissional?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Realmente algumas instituições desejam que o arquiteto de informação seja um tipo de super-profissional com conhecimento em todas as áreas: do planejamento e concepção, passando pelo design e montagem, redação e programação. No entanto isso não é regra. Acredito que pelo fato da AI ser uma área relativamente nova no Brasil, muitas agências ainda não compreendem claramente o que é e o que faz um arquiteto de informação. Para ser um bom AI não é preciso ser um <em>expert</em> em computadores, mas, um <em>heavy user</em> da internet, ser curioso e gostar de estudar. Acredito que nos próximos anos teremos mais cursos focados na área e metodologias mais sólidas, e sobre o perfil para um futuro profissional acredito que exista sim, geralmente os AIs freqüentam listas de discussão, participam de redes sociais para troca de informações e referências, curtem a interação e são bastante preocupados com o usuário. Enfim, vivem na e para a web.</p>
<p><strong> Anderson &#8211; Em uma de suas apresentações sobre AI em um evento de Ciência da Informação, você citou alguns percalços que todos os arquitetos enfrentam.Quais seriam alguns deles?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Assim como em todas as áreas estamos expostos a todo tipo de desafio, e no caso específico dos bibliotecários, precisamos vencer a resistência com o uso da TI e mudar a imagem caricatura de que somos profissionais que vivem entre livros empoeirados.</p>
<p>No geral, os arquitetos de informação (independente da graduação que possuam) ainda estão descobrindo seu mercado de trabalho e mergulhando em métodos muitas vezes empíricos e baseados na <em>expertise </em>do profissional e isso é um grande desafio, conquistar um mercado em expansão e viver uma situação nova a cada dia.</p>
<p><strong> Anderson &#8211; Há uma lista de discussão sobre AI no Brasil, e me parece ser uma das únicas em português que tem, por sinal, contribuído muito para a comunicação entre os profissionais. Como o profissional se recicla dentro da profissão?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>As listas de discussão são importantes canais de comunicação e compartilhamento de conhecimento, mas, para se manter atualizado não basta fazer parte das listas e preciso correr atrás e buscar novos conhecimento em outras áreas, discutir e publicar suas práticas e métodos para que outros profissionais tenham acesso. Costumo me atualizar pelo Orkut, pelo Twitter e também em blogs e sites de outros países. O inglês e/ou o espanhol não podem ser encarados como barreiras intransponíveis, muito materiais se encontram nessas línguas.</p>
<p><strong> Anderson &#8211; Em sua opinião, o mercado para o arquiteto da informação está restrito a alguma região ou estado, ou como em outras, as vagas estão bem distribuídas?<br />
</strong></p>
<p>As vagas não são bem distribuídas, geralmente temos uma concentração muito grande de profissionais em estados do Sul e Sudeste, visto que muitas empresas e agências têm suas matrizes situadas nessas localidades. Infelizmente na Bahia temos poucas empresas que possuem profissionais dedicados exclusivamente à arquitetura de informação, mas a tendência é que a região Norte e Nordeste se desenvolva no mercado de web. É uma tendência nacional.</p>
<p><strong> Anderson &#8211; Em sua opinião, qual seria a melhor opção para se conseguir alcançar conhecimentos sólidos sobre AI: um curso de pós-graduação (especialização) ou um mestrado?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Sim e não, acredito muito na Gestão do Conhecimento, por isso digo que é desejável que se tenha um curso de pós-graduação <em>lato senso</em> ou <em>stricto senso,</em> mas não vejo como uma condição imprescindível<strong> </strong>para o aprofundamento de conhecimento. O que Henry Ford, Walt Disney, Machado de Assis, Woody Allen e Bill Gates têm em comum? Todos foram autodidatas e desenvolveram seus conhecimentos através da força de vontade e se tornaram ícones. Muitas vezes pode-se ter uma graduação ou uma pós sem que isso signifique garantia de sucesso ou garantia de solidez de conhecimento, tudo vai depender dos objetivos, da vontade e se de fato gostamos do que fazemos.</p>
<p><strong> Anderson &#8211; E por fim, o que você gostaria de falar para os estudantes &#8211; não somente de Biblioteconomia- que se identificaram com a área e gostariam de seguir na profissão?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>É bastante comum vermos graduandos ou profissionais recém-formados se sentindo inseguros quanto a sua formação para atuar na Sociedade da Informação, mas o que posso dizer é que todos nós passamos por isso e quem ainda não passou certamente passará. O importante é encarar os desafios que se apresentam sem medo de errar, tudo faz parte de um aprendizado, não nascemos médicos, engenheiros, nutricionistas, matemáticos, bibliotecários, psicólogos etc. Aprendemos a sê-los&#8230; Não tenham medo do mercado, acreditem no que Obama diz: <em>Yes! We Can</em> (Sim! Nós Podemos) e acreditem de fato nisso.</p>
<p>A força está com vocês! O que seria do mundo sem os novos profissionais para oxigenar as idéias?</p>
<p>Entrevista consedida no blog <a href="http://bibliorafa.blogspot.com/" target="_blank">Bibliotecário Virtual</a></p>
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